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Maysa: uma história para refletir…
Nas duas últimas semanas dei uma paradinha para assistir à minissérie Maysa. Gosto de filmes de época e sua história me chamou a atenção porque lembrei-me de minha mãe, que sempre gostou de música popular e ouvia “Meu mundo caiu”, quando eu era criança no Rio de Janeiro. Fiquei curiosa em saber a história daquela mulher que havia marcado sua época. Surpreendi-me com a extensão de seu trabalho, com a força de sua personalidade e com os rumos de sua vida. E como o meu coração doeu ao acompanhar a história daquela mulher!
Hoje sinto vontade de meditar com você um pouco sobre essa história da vida real, parte da história da música brasileira e, na verdade, apenas uma extensão de tantas outras histórias, de tantas outras Maysas…
Cantora de imenso sucesso nas décadas de 50 e 60, talentosa, inteligente, dona de uma bela voz, excelente intérprete, chamava a atenção da sociedade também pelos escândalos, bebedeiras, tentativas de suicídio…
Uma pergunta que somos levados a fazer nesse início de meditação é: o que leva uma pessoa bem sucedida, talentosa e inteligente à auto-destruição? O que leva uma pessoa amada, querida, invejada a viver tão triste? A morrer tão solitária?
Faltava DEUS na vida de Maysa, como falta na vida das pessoas que colocam o sucesso, a carreira e os desejos como centro de sua vida. Faltava Deus para aquela mulher tão talentosa e especial…
Indo, inevitavelmente, buscar respostas na Palavra do Senhor, lembro-me de Pv. 22:6, que diz Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.
Maysa tomou gosto pela música e pela boemia com os próprios pais, que eram pouco convencionais. Amigos de músicos famosos, gostavam de festas e de rodas de violão. Esse ambiente foi decisivo para o desenvolvimento musical da cantora que, no auge de sua carreira, foi aplaudida nos principais palcos da Europa, Japão, Estados Unidos e América do Sul. Uma carreira vitoriosa. Uma vida marcada pela melancolia…
Maysa cresceu num ambiente propício a sua carreira, mas não recebeu o suficiente para ter uma vida na presença de Deus. Em apenas um momento da minissérie ouvi um comentário sobre Deus, quando ela disse acreditar em sua existência. Mas falava de um Deus que não conhecia e que, sem saber, era a única coisa que poderia preencher o seu vazio.
Isso muitas vezes acontece conosco, dentro da maioria dos lares. Pais que amam profundamente seus filhos e querem lhes ensinar o melhor mas não percebem que O MELHOR não está presente na carreira bem sucedida, no dinheiro no banco, na “liberdade” sexual, na casa, no carro ou até mesmo nos amores que surgem e encantam.
Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Leva o teu filho ao conhecimento da Palavra de Deus, ensina-o a buscar o caminho do Senhor e mesmo quando envelhecer ou quando a tempestade e a dor vierem, ele não se desviará dele…
Maysa casou-se cedo com o empresário André Matarazzo, dono de umas das maiores fortunas do Brasil, 17 anos mais velho. As diferenças e a personalidade forte de Maysa levaram ao fim da relação. Depois disso, ela teve muitas e intensas paixões. Sua vida pessoal, então, acabava abafando o sucesso da carreira. Eram os escândalos, as bebedeiras e tentativas de suicídio, em meio às trocas de amores, que alimentavam a venda de jornais e revistas.
O vazio na vida de Maysa era facilmente detectado nessas idas e voltas de seus relacionamentos amorosos. Por melhor que lhe parecesse alguém, por maiores que fossem os desejos, por mais explosiva que fosse a paixão, ela jamais conseguiria satisfazer-se, como não conseguiu. Porque faltava o VERDADEIRO AMOR. Aquele que preenche, que completa, que transforma, que cura, que liberta… Faltava na vida de Maysa o conhecimento da Palavra. Maysa precisava conhecer versículos como Isaías 49:15, que diz “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei”
Em uma de suas declarações Maysa disse “Paro de beber quando encontrar o amor. O amor verdadeiro. Quero encontrar. Preciso encontrar.” Um amor que ela NUNCA encontrou. Quando suas dores e solidão se refletiam no copo de bebida, quando se sentia acuada e atacada por todos os lados, ela precisava conhecer Isaías 43:2,3, que diz: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o SENHOR teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate, a Etiópia e a Seba em teu lugar”. Maysa não conhecia esse amor que resgata, capaz de permutar reinos por nós…
Ah… como o meu coração doeu ao acompanhar a história daquela mulher!
Que vontade de voltar no tempo e ir lá, em algum momento de sua vida, falar pra ela do amor de Jesus, mostrar-lhe o quanto ela poderia ser feliz, o quanto podia usar de seu talento e de sua sensibilidade para verdadeiramente abençoar outras pessoas…
Sobre seu jeito polêmico, sua ousadia em falar o que pensava, em expor sua vida pessoal sem pudor, ela disse: “Apanhei. Apanhei sempre. E não aprendi nunca. Vou morrer assim. Brigando. Mas sem baixar a cabeça”. Maysa gostava de dizer sempre: “Nasci com essa marca. De não ser convencional. De quebrar as regras”.
Como essa ousadia e força seriam úteis se canalizadas da maneira certa! Maysa era uma mulher de personalidade, sem medo de assumir seus ideais. Como essa convicção e força seriam úteis para falar e viver o amor de Cristo!
Ah… como o meu coração doeu ao acompanhar a história daquela mulher!
Que pena… Que desperdício…
Em AP 3:15,16 está escrito Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Maysa, provavelmente, se conhecesse Jesus, seria uma cristã quente, sem medo de falar a Verdade, sem medo de assumir a sua fé. Quantos tem a oportunidade que ela não teve e são medrosos, mornos, sem personalidade, influenciáveis, tolos!
Além do talento e da força da personalidade de Maysa, o que mais me surpreendeu e me comoveu na série foi realmente sua tendência auto-destrutiva. Mesmo diante de grandes vitórias e conquistas ela sempre acabava no caminho dos escândalos, vítima do vazio profundo, de uma tristeza inexplicável…
Maysa disse em seu diário “Coloquei o meu futuro dentro de mim. Um futuro lindo, branco, sem fim. Cheio de esperança”. Sedenta de amor, de paz, de felicidade, ela vislumbrava num futuro distante tudo que precisava e ansiava no presente.
Isso acontece muitas vezes conosco…
Somos abençoados por muitas vitórias. Deus nos dá diariamente uma porção infinita de seu amor e mesmo assim, muitas vezes nos auto-destruímos, destruímos nossos relacionamentos, nossa paz, nossa saúde… Isso porque nos falta fé, falta-nos ver além das entrelinhas, falta-nos um coração humilde e disponível, falta-nos acreditar que que temos um Deus que é cuidadoso e amoroso para conosco. Somos abençoados, mas não enxergamos e sofremos e muitas vezes nos auto-punimos. Deixamos a vida passar sem perceber que a felicidade não está no futuro, mas no presente, em cada detalhe, em cada bênção liberada…
Neste final de semana eu te convido a meditar nessa história da vida real que, guardando-se as devidas proporções, é tão parecida com a história de cada um de nós. A diferença é que para Maysa não há mais tempo, mas para nós há. Para VOCÊ há tempo sim. Há tempo de ver ação de Deus em sua vida, há tempo de viver o seu amor, há tempo de ser feliz. Em Ap 3:20 Jesus te diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.
Pense nisso… Mude o rumo de sua vida e seja feliz!


















Admiro muito essa cantora devido a sua personalidade forte e o seu amor pela música e concordo com seu ponto de vista quando assisti a minisérie pensei a mesma coisa ele precisa do VERDADEIRO AMOR o de Deus só pois nele temos tudo o precisamos um abraço Deus te abençoe
Ei Natacha!
Fico muito feliz por você estar visitando o blog e participando com suas opiniões!
Você está certa em dizer que o ANdré MAtarazzo foi o único e grande amor de Maysa, mas quando falo do VERDADEIRO AMOR, estou falando DAquele que preenche, que completa, que transforma, que cura, que liberta…
Estou falando de Jesus…
Maysa passou a vida inteira procurando algo que a completasse, um amor que a preenchesse completamente, o que fica claro em uma de suas declarações na minissérie, quando diz que está à procura de algo que não sabe o que…
Esclareci melhor agora lindinha?
Bjos
Acho que você errou, ela encontrou sim o verdadeiro amor.
Andre, seu primeiro e unico marido foi seu primeiro grande e unico amor. ^^